O LinkedIn quer te dar um ano de Lovable de graça. Mas por quê?
O LinkedIn anunciou que vai oferecer 1 ano de Lovable Pro Lite pra todos os assinantes Premium, porque a Lovable precisa de pessoas usando, criando hábito e pagando depois, e o LinkedIn precisa de motivo pra segurar assinantes Premium num momento em que muita gente tem questionado o valor real da plataforma.
A Lovable é uma das ferramentas de vibe coding que mais cresceu nos últimos meses: você descreve o que quer e ela constrói o app, sem código, sem desenvolvedor. O mercado em que ela opera ficou muito mais disputado em 2026, com Figma Make, Replit, V0, Claude, Cursor e dezenas de outros competindo pelo mesmo espaço.
Pra quem trabalha com eventos, a implicação é concreta: a barreira pra criar uma landing de inscrição customizada ou uma ferramenta interna de gestão simples está caindo rápido. Não no nível profissional ainda, mas o suficiente pra que o cliente comece a questionar por que está pagando tanto por soluções simples.
Eu pessoalmente já resgatei os créditos e estou usando para reduzir vários custos de assinatura que não preciso mais.
O Papa entrou na conversa sobre IA
O Papa Leão XIV publicou a Magnifica Humanitas, sua primeira encíclica inteiramente dedicada à inteligência artificial, assinada no dia 15 de maio, exatos 135 anos após a Rerum Novarum de Leão XIII. São mais de 200 páginas.
A posição não é contra a tecnologia, é contra o uso da IA como instrumento de dominação, exclusão e concentração de poder. O apelo central é que a IA precisa ser desarmada das lógicas que a transformam em ferramenta de controle sobre pessoas.
Até aí, discurso esperado de um líder religioso. O que tornou a discussão mais interessante foi a pergunta que começou a circular nas redes: funcionários católicos podem se recusar a usar IA no trabalho alegando crença religiosa protegida com base na Magnifica Humanitas? Advogados e profissionais de RH nos EUA e na Europa começaram a debater se haveria precedente legal pra isso.
A Virada Cultural e o que o evento corporativo ainda está aprendendo
São Paulo teve nos dias 23 e 24 de maio a 21ª edição da Virada Cultural: 1,2 mil apresentações, 200 palcos, expectativa de 4,8 milhões de pessoas nas ruas e mais de R$ 500 milhões de impacto econômico.
O número impressiona, mas o que chama mais atenção é o formato. Periferia e Centro Histórico com programação simultânea e de igual relevância, público circulando entre espaços das 9h às 21h, trilhas paralelas sem hierarquia de palco. O mesmo modelo de multilocalidade que o SPIW trouxe algumas semanas atrás, agora com 4,8 milhões de pessoas.
SP está consolidando uma identidade de cidade que sabe fazer evento de escala, e esse formato vai influenciar o que o mercado corporativo vai começar a exigir dos próprios eventos. Convenção linear com palco único e plateia passiva vai ficar cada vez mais difícil de vender.
Outras notícias
A Meta lançou um novo app quase sem avisar
O Forum chegou silenciosamente à App Store no final de maio, sem nenhum comunicado formal, e quem flagrou foi Matt Navarra, que monitora lançamentos de plataformas.
É basicamente os Grupos do Facebook num app separado, com feed dedicado às comunidades que o usuário já participa, sem misturar com posts de amigos e recomendações algorítmicas. Tem também uma aba Ask com IA que compila respostas de discussões reais nos grupos. A Meta quer ser a casa das comunidades de interesse, não só das redes sociais de relacionamento pessoal.
Na prática, lembra muito um reddit da Meta.
Tecnologia como proteção: SP e o governo federal se moveram juntos
O Governo de SP relançou o SP Mulher Segura com novas funcionalidades, e o governo federal publicou dois decretos atualizando o Marco Civil da Internet com foco em proteção de mulheres no ambiente digital, tudo na mesma semana.
O app paulista já tem mais de 64 mil usuárias ativas, com 16,4 mil acionamentos do botão do pânico e 2,5 mil boletins de ocorrência registrados. As novas funcionalidades incluem contato de emergência cadastrável e cruzamento de dados em tempo real com tornozeleiras eletrônicas de agressores. Já os decretos federais incluem obrigatoriedade de remoção de conteúdo íntimo não-consentido em até 2 horas e proibição do uso de IA pra gerar imagens falsas ou sexualizadas de mulheres.
Tecnologia sendo usada como ferramenta de proteção. Vale registrar.
SP Mulher Segura · Decretos Marco Civil
✋ Pra fechar
Semana de IA em todo canto, do Vaticano ao governo federal, passando por LinkedIn e Meta. E a Virada Cultural mostrando que evento de grande escala com formato inteligente vem ganhando força no mercado.
Nos vemos na próxima edição.